O ENSINO DE ESPANHOL NA EDUCAÇÃO BÁSICA BRASILEIRA

Um extrato da situação atual do Espanhol no Brasil. Para ler o estudo completo, segue o link

DA LEI DE 2005

Desde   a   implantação   do   Mercosul,   o   ensino   de   espanhol   se   tornou necessário  no  contexto   educacional   brasileiro,   o  que  foi   confirmado   com  o  advento   da  Lei   n°   11.161/2005,   que   tornou   obrigatória   a   oferta   de   língua   espanhola   nos   estabelecimentos   de   Ensino   Médio,   buscando   atender   aos   interesses   político­ econômicos do Brasil com países hispanofalantes.

A   oferta   dessa   disciplina,   obrigatória   para   a   escola   e   facultativa   para   o  aluno,   abre   um   novo   caminho   para   o   ensino   de   LE   no   país, em especial o  espanhol, buscando uma reflexão acerca do lugar que essa língua pode e deve ocupar no processo  educativo.   Acerca   dessa   avaliação,   Junguer   (2005,   p.32)   coloca   que:   “(…)   é   relevante  aprender   Les  quando  e  porque   isso  reflete   uma   demanda   verdadeira,   ou  seja,   atende   a  objetivos concretos, dentro da realidade social dos aprendizes”.

Dentro   dessa   perspectiva,   na   época   da   promulgação   da   Lei   supracitada,   o então  Ministro  da  Educação  Tarso  Genro  declarou  que:  “o  Ministério  da  Educação está há tempos desenvolvendo estudos para a implantação do ensino obrigatório do Espanhol nas escolas, dada a importância que tem o espanhol,  não somente no Mercosul, mas em todo o mundo” (GENRO, 2005 apud. NOGUEIRA, 2007).

Diante do reconhecimento da importância do ensino da língua espanhola nas  escolas   brasileiras   e   do   início   da   implantação   da   Lei,   surgem   alguns   problemas   que requerem   soluções   rápidas,   isso   em   função   do   tempo   que   dispõe   o   Governo   para  viabilizar   o   que   na   Lei   está   escrito:   implantação   em   até   cinco   anos   a   partir   de   sua  promulgação.

Um  dos   problemas   a  ser   resolvido   é  a  falta   de  professores   habilitados   para  por   em  prática   o  ensino  desse  idioma,   isso  porque  existe  apenas   um  número  ínfimo  de professores   de   espanhol   e,   ainda,   a   maioria   desses   é   adepta   de   uma   visão   simplista   e  distorcida   sobre   a   língua.   Esse   equívoco   quanto   à   língua   espanhola   é   resultado   de   um  processo   histórico   de   relação   de   proximidade   entre   o   português   e o espanhol que levou  ao  surgimento  de  estereótipos  sobre  o  espanhol  entre  os  brasileiros, os quais, entre outras coisas,  reduzem   as   diferenças   à   uma   lista   de   palavras   consideradas “falsas amigas”, induzindo,   a   uma   concepção   errônea   de   que   bastaria   conhecer   bem   essas armadilhas para dominar esse idioma (BRASIL, 2007)

http://www.cchla.ufrn.br/humanidades/ARTIGOS/GT38/O%20ENSINO%20DE%20ESPANHOL%20NA%20EDUCACAO%20BASICA%20BRASILEIRA%20UMA%20RETROSPECTIVA%20HISTORICA.pdf

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